Opinião | Guerras do ópio na era das big tech
Um detalhe histórico para os ocidentais, um evento marcante para os chineses. No século XIX, o volume das exportações para a Europa de chá, seda e porcelana assegurava à China um balanço comercial positivo. A empresa inglesa East India Company (EIC) – à data, a maior empresa do mundo, com o seu próprio Exército – dedicou-se à produção de ópio no subcontinente indiano, que vendia aos chineses. O consumo de ópio tornou-se um problema social relevante e um custo económico significativo. Sucessivos imperadores chineses proibiram o comércio, mas o contrabando e o consumo continuaram a aumentar. Quando, em 1839, o imperador chinês ordenou a destruição de uma carga de ópio, o responsável máximo da EIC, Charles Elliot, apelou ao governo inglês e Inglaterra respondeu com uma força armada, que rapidamente impôs uma derrota militar aos chineses. A Primeira Guerra do Ópio terminou com um acordo que impunha à........
