O DDT e as redes sociais. Opinião de Sofia Santos Machado
O DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano) ficou para a história como o pesticida, que, de droga milagrosa capaz de evitar epidemias de malária e febre tifoide e exponenciar a produção agrícola ao eliminar pragas, se tornou símbolo dos efeitos letais da química moderna.
Até ser banido em 1972, mais de 660 milhões de toneladas de DTT (mais de três quilos por habitante) foram aplicados em campos, relvados e florestas só nos Estados Unidos da América. Dada a sua estabilidade química (o DDT e congéneres não se decompõem com facilidade em compostos não letais), persiste no meio ambiente, e estudos científicos demonstram que a exposição a este químico continua a provocar cancro e doenças do sistema nervoso e reprodutivo.
O DDT presta-se a múltiplas comparações com o fenómeno das redes sociais.
Também as redes sociais nasceram com uma aura de promessa de um futuro melhor. A democratização da informação e do saber. A conexão planetária.
Tal como no DDT, as preocupações com os efeitos nocivos foram abafadas por uma........
