menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Ganhar o mundo sem ter de vencer o Mundial. Editorial de Rui Tavares Guedes

27 0
08.07.2026

Vale a pena ver o vídeo e observar a jogada do princípio ao fim. Desde o momento em que o guarda-redes Vozinha, com o pé, recupera a bola após uma tentativa de ataque rápido da Argentina. O que acontece depois são 38 segundos perfeitos de verdadeiro jogo de equipa, com a bola a ser tocada 31 vezes por oito jogadores. O último toque fica para a História: um remate em arco de Sidny Lopes Cabral, que fez a bola deslocar-se, em grande velocidade, numa diagonal perfeita, desde a esquina da área até às redes da baliza da Argentina, sem qualquer hipótese de defesa para o guardião campeão do mundo.

Foi um golo inesquecível que tornou ainda mais inesquecível a participação de Cabo Verde num Mundial em que a sua seleção chegou com o rótulo de uma das mais fracas, mas que depois, jogo após jogo, soube conquistar o coração de todos os que ainda se emocionam com um jogo de futebol. Uma seleção que chegou às Américas aparentemente para tentar “perder por poucos”, mas que soube demonstrar, em todos os momentos, como um coletivo consegue ser muito superior à soma de todas as partes que o compõem. E isso ficou demonstrado plenamente nesse golo: o pontapé mágico de Lopes Cabral só foi........

© Visão