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E se pensássemos num Ministério da População?

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Durante décadas, as contas foram sempre as mesmas e simples de fazer. Todos os anos, havia mais nascimentos do que mortes. E, naturalmente, entravam mais pessoas no mercado de trabalho do que aquelas que o abandonavam, por aposentação. Além de uma outra característica: com o crescimento da economia e a inflação, os salários de entrada em cada profissão também progrediam a um ritmo considerável, permitindo existir excedente para todos os meses pagar aos pensionistas – numa era em que a esperança média de vida era muito inferior à dos nossos dias.

Agora, tudo é diferente, embora tenhamos dificuldade em admiti-lo – de tal forma que ainda continuamos a chamar pirâmide etária a uma realidade demográfica que, em termos geométricos, passou a ter a configuração de um pentágono, visto que as crianças e jovens, que formavam a base do triângulo, deixaram de ser o sector mais numeroso da população. Esta é uma realidade transversal a quase todos os países desenvolvidos, onde as taxas de nascimento caem a pique, o crescimento económico é anémico em comparação com o de........

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