Sobre o designado pacote laboral e a PSU
Na semana em que vai a discussão na Assembleia da República o que ficou conhecido por “Pacote Laboral”, seguramente por acaso no momento em que os portugueses andam entretidos com o Mundial e logo no dia seguinte ao primeiro de jogo de Portugal, parece fundamental voltar ao óbvio: o projeto de diploma representa uma pioria, em larga medida e em múltiplos aspetos, as condições de trabalho dos portugueses.
Alicerçado numa nunca demonstrada alegação de que a baixa produtividade se combate não com uma gestão séria e com instrumentos de trabalho adequados, mas com precariedade, o que pode vir aí, principalmente quando associado à PSU, a impor trabalho forçado para os apoios não contributivos, é a demonstração inequívoca de que o PSD aderiu a uma agenda muito mais à direita do que o seu programa eleitoral permitia antecipar.
Agora que já se percebeu que um “não” de Montenegro equivale na melhor das hipóteses a um “talvez”, importará também deixar claro que as medidas ali vertidas não são, de todo em todo, compensadas por um abaixamento da idade da reforma, como o Chega pretende e parece fazer depender a sua........
