Solidariedade
O País tem estado a ser fustigados nos últimos tempos pelas chuvas, vento e cheias. Muitos viram as telhas a desaparecer, telhados a colapsar, a água a entrar, os bens a serem arrastados, a incerteza do amanhã a chegar diariamente. Na escuridão da falta de esperança, desconectados do mundo cibernético e sem eletricidade, a ansiedade vai ganhando espaço.
Quem o ouviu, não esquece, o uivo grave e áspero que agarrava tudo o que podia, projetando o que podia contra as casas e contra os carros, cujos alarmes ajudavam à distopia.
No cinzento do dia, troncos de pinheiros pareciam palitos cortados ao meio por um gigante. As árvores dobradas, como se tivessem sido pisadas por Gulliver, lembravam o rasto que deixamos na erva quando passeamos.
O ser humano tem a tentação de esquecer a natureza e o meio em que vive. Há preparações impossíveis para nos aprontar para todos os eventos do meio físico, como........
