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O renascer de uma sociedade

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26.10.2026

Permanentemente confrontadas com situações traumatizantes, as pessoas e as famílias estão exaustas, no limite. As consequências de um pequeníssimo grupo governar a sociedade ao seu belo prazer são chocantes e desastrosas. As divisões, desigualdades e fraturas entre os diferentes grupos da sociedade são bem visíveis. As clivagens são extremamente profundas e perturbadoras. 

Nada funciona em condições, nada tem qualidade, há demasiado tempo. Chamam-lhes: “constrangimentos” 

As pessoas querem libertar-se do sofrimento crónico, do nojo e do sufoco que o atual modelo de democracia lhes causa. Para tal, no mínimo, todos os cidadãos e famílias têm de estar muito atentos ao que os governantes e deputados fazem e intervir quando os interesses e o bem comum de todos não forem devidamente salvaguardados. 

É no cidadão e nas famílias que residem o poder e a responsabilidade sobre a vida do País. 

Em Portugal somos agredidos. Matam-se mulheres e violam-se crianças, sem que nada se faça para impedir que tal aconteça. Como travar a agressão às crianças, às mulheres e às famílias, independentemente da sua classe sociocultural e económica? Como melhorar as condições de vida degradantes e doentias em que vivem todos os cidadãos (uns mais do que outros)? Como convencer algumas pessoas de que estão erradas quando acham que “o outro” nada mais é do que um ativo económico, uma variável matemática ou recurso de produção? “O outro” é muito mais do que tudo isto.

Estima-se que apenas cerca de 2% dos cidadãos portugueses elegíveis estão filiados em partidos políticos, que recebem do erário público 20 milhões de euros por ano. 

Os deputados à Assembleia da República foram selecionados pelos seus partidos políticos, representam os seus partidos políticos, seguem as diretivas emanadas pelos seus partidos políticos e falam pelos seus partidos. Na perspetiva do cidadão isto não faz qualquer sentido: os cidadãos pagam, os partidos políticos mandam? Seria expectável que os deputados e os........

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