James Bond: Os atores portugueses que poderiam ser o novo 007?
James Bond está de regresso. Ou melhor: está naquele estado tipicamente britânico em que toda a gente sabe que ele vai chegar, ninguém sabe exatamente a que horas nem quando e há seis homens muito bem vestidos a fingirem que não estão nervosos. Denis Villeneuve, o homem que conseguiu transformar as areias de Duna numa epopeia de muitas horas sem nos fazer pedir um copo de água, vai realizar o 26.º filme oficial da saga; Steven Knight, criador de Peaky Blinders, escreve; Amy Pascal e David Heyman produzem; e o sucessor de Daniel Craig poderá estar já escolhido, embora ninguém tenha ainda tido a delicadeza de informar o público. Gary Oldman há dias lançou achas e gasolina para a fogueira ao elogiar Jack Lowden, seu companheiro em Slow Horses, mas depois explicou que não possuía informação privilegiada. Portanto, a situação é claríssima: ninguém sabe nada, mas toda a gente sabe qualquer coisa. Lowden tem a vantagem escocesa, a ironia, aquele olhar de quem pode beber um whisky, descobrir um agente duplo e ainda chegar atrasado ao MI5. Jacob Elordi tem altura, presença e aquela frieza fotogénica que faria um Aston Martin parecer um utilitário e dificuldade em baixar-se muito, para entrar lá dentro. Entretanto contenta-se com o trailer do perfume da Chanel. Tom Holland tem juventude, agilidade e experiência suficiente a saltar entre prédios para dispensar metade dos duplos. Seria talvez o primeiro Bond de quem M teria de perguntar: “James, fizeste os trabalhos de casa antes de ires eliminar o traficante internacional ou a teia de criminosos?” E a Zendaya deixa-te meter em tantos sarilhos?
Mas permitam-me introduzir um pequeno problema diplomático na escolha ou melhor baralhar o jogo, puxando a brasa à nossa sardinha. E Portugal? Passámos décadas a fornecer praias, hotéis, mulheres bonitas, vilões, empregados de mesa, figurantes e paisagens para o cinema internacional e nunca ninguém se lembrou de nos entregar as chaves do........
