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Futurália 2026 terminou. Este é o balanço mais negativo — e coloca em causa a participação das escolas

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16.03.2026

A Futurália 2026 encerrou sábado, 14 de março (decorreu de 11 a 14), após quatro dias em que milhares de alunos percorreram pavilhões à procura de cursos, programas e respostas; a própria organização divulga publicamente o calendário, a missão e públicos‑alvo do certame, que se apresenta como a maior feira nacional de Educação, Formação e Empregabilidade. O balanço, porém, não é de celebração: é negativo e coloca em causa a participação das escolas e a coerência da tutela, depois de um stand partidário ter exibido cartazes com as frases “Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)” e “Sorria, estamos a ser substituídos”, importando para dentro de um espaço educativo a narrativa da chamada “Grande Substituição” — com “dados” afixados sem fonte clara, segundo relatou o Expresso no local.

Nota breve para pais, professores e opinião pública — o que é a “Grande Substituição”: trata‑se de uma teoria da conspiração popularizada pelo francês Renaud Camus (Le Grand Remplacement, 2011), que alega um plano de “elites” (aquelas elites condenadas pela extrema-direita!)  para substituir demográfica e culturalmente as populações europeias por imigrantes não europeus através de imigração em massa e diferenças de taxas de natalidade; fontes de referência e a literatura académica classificam‑na como não científica e racista, baseada em leituras distorcidas de estatísticas, e assinalam a sua circulação em retóricas de extrema‑direita e a invocação por autores de ataques violentos no Ocidente.

A polémica não se restringiu aos cartazes do recinto:........

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