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Prémio Laranja sem Sumo para a prevenção do ódio e do extremismo nas Forças de Segurança

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26.01.2026

O fenómeno da infiltração e instrumentalização das forças de segurança, e até das forças armadas, por movimentos extremistas promotores da violência, do ódio às minorias e do crescimento de práticas autoritárias constitui uma ameaça para o prestígio de que as polícias gozam em Portugal e um risco para a democracia.

O fenómeno não é original, nem exclusivamente português, mas tem crescido com o aumento da influência de movimentos populistas em muitos países europeus e com a resistência às medidas adotadas durante o período da pandemia de Covid-19.

A Alemanha, por compreensíveis razões históricas, tem uma especial atenção à monitorização de comportamentos extremistas nas fileiras militares e policiais, com frequentes investigações e estudos sobre a dimensão do fenómeno e o ponto alto que foi a dissolução pelo Governo, em 2020, de uma companhia do Comando das Forças Especiais, a unidade de elite das Bundeswerh, por envolvimento em ações neonazis. Em 2024 foram investigados mais de 400 polícias por radicalização extremista e os movimentos alinhados com a extrema-direita são permanentemente monitorizados.

A União Europeia criou em 2011 a Rede de Prevenção da Radicalização, inicialmente vocacionada para os fenómenos terroristas, mas que desde 2021 passou a dedicar-se igualmente à adesão a ideologias extremistas com elevado potencial de violência.

Entre nós tivemos antecedentes que indiciavam que não estaríamos imunes à vaga de movimentos extremistas que percorriam a Europa, como o clandestino Movimento Zero, destinado à desestabilização das forças de segurança, as greves........

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