Prémio Laranja Doce para o ministro que desmente Montenegro e cala Leitão Amaro. Diário do Governo, de Eduardo Cabrita
As áreas de soberania são domínios de política pública em que o sentido de Estado é especialmente necessário e em que é fundamental manter um quadro de intervenção que preserve o prestígio das instituições.
Ao longo de dois anos, a impreparação de Luís Montenegro e o radicalismo do propagandista trauliteiro Leitão Amaro, associados a um perfil deliberadamente desajustado nas duas nomeações para o MAI, colocaram em risco a segurança dos portugueses e transformaram a área da segurança interna num território de perigosa dependência ideológica do Governo relativamente ao Chega.
Antes de mais, tivemos o amadorismo atrevido que levou a desvalorizar a prevenção de riscos e conduziu ao fracasso do Governo em todas as situações de emergência, sejam incêndios rurais, apagões ou tempestades.
A prioridade da limpeza dos terrenos, das casas e das aldeias desapareceu do discurso político com a chegada de Montenegro ao poder. O ordenamento das florestas foi subordinado à lógica de gestor de subsídios do ministro da Agricultura e foi degradado o papel da AGIF, a agência criada por recomendação da CTI de 2017, que deixou de depender do primeiro-ministro e passou a ser ignorada junto do Secretário de Estado das Florestas. Estes factos contribuíram para os desastres da gestão dos incêndios rurais em 2024 e 2025.
Em 2024, foi........
