Prémio Laranja Amarga para o descalabro habitacional
As más notícias sucedem-se para a estratégia de gestor de brindes de um Governo sem apoio popular, nem maioria parlamentar, acossado pela crise energética instalada e pela crise económica anunciada.
Em 2025, a inflação estabilizou em cerca de 2,3% anuais, apesar do crescimento da procura interna, o que permitiu fazer um pequeno brilharete com o aumento em cerca de 6% do salário mínimo para os magros 920 euros e das pensões mais baixas em 2,8%, mas ainda com o chamariz do eventual bónus de verão que foi dado nos dois anos anteriores, ainda que não certamente por terem sido anos de frenesim eleitoral.
Mesmo os salários reais tiveram um crescimento médio de 3,9% em 2024 e de 3,2% em 2025, o que certamente terá ajudado, mesmo sem grande entusiamo, mas também pela ausência de alternativas mobilizadoras, à sobrevivência do Governo de Luís Montenegro, apesar da incapacidade em gerir crises ou das desventuras na área da saúde.
Em 2026, o aumento geral da função pública já só foi de 2,15%, antecipando o final do entusiasmo com as revisões de carreiras com maior capacidade reivindicativa e um ano sem previsão de eleições, ultrapassado que fosse com poucos danos o Cabo das Tormentas das presidenciais.
As previsões da primavera do FMI, ontem divulgadas, incorporando já alguns efeitos da guerra do Golfo Pérsico mesmo com a incerteza sobre a duração do conflito, são........
