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Prémio Laranja Amarga para a queda fatal do PSD nos braços da extrema-direita

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10.04.2026

A declaração da direção nacional da UGT, por unanimidade, de rejeição da proposta de reforma laboral, em que o Governo tem insistido como absoluta prioridade para a resolução de problemas basicamente inexistentes, culmina uma quinzena horribilis do Governo. Exatamente quando, num exercício de autoelogio, se prepara para um fim de semana de celebração de dois anos no poder, com a solução política mais minoritária e menos convincente de meio século de democracia.

A culpa é também do anterior Presidente da República que deu posse a um primeiro-ministro só com dois deputados a mais do que o segundo partido, sem se assegurar minimamente da existência de condições de viabilidade governativa assente num apoio parlamentar estável.

Desde então tudo piorou e o segundo Governo de Montenegro, falhado o golpe de vitimização política de maio passado, assumiu uma agenda que o isola dos problemas reais dos portugueses e o faz cair quase sempre nos braços do Chega, apesar de André Ventura e sobretudo o seu estilo arruaceiro serem detestados pela esmagadora maioria da base eleitoral do PSD como se viu nas recentes eleições presidenciais.

A 1 de abril, iniciando uma cruzada de entendimentos sobre falsos problemas, o PSD aliou-se ao Chega para uma segunda aprovação da Lei da Nacionalidade, eivada de inconstitucionalidades mal resolvidas. Esta lei faz com que crianças nascidas em Portugal possam não ser portuguesas, que mesmo........

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