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Prémio Laranja Amarga para a abstenção violenta do Governo em matéria de democracia ou de direito internacional

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23.01.2026

Só a dimensão provinciana, mentalmente remediada e timorata perante as ameaças dos mais fortes, permite compreender o comportamento do Governo de Montenegro nesta semana em que se tornou evidente que o mundo em que quase todos nascemos, e que garantiu na Europa uns invulgares 80 anos de paz, acabou.

Como disse, em Davos, Mark Carney, que em nome do Canadá falou pela decência de todos os cidadãos livres das democracias liberais, não vale a pena ignorar a realidade, dourar a pílula e tolerar os arruaceiros (bullies). Este tempo não é de transição para mais um qualquer ajustamento pontual, é de rutura com a ordem internacional assente na regulação multilateral dos conflitos e as potências médias como o Canadá, e, por maioria de razão os países mais pequenos à escola global, devem definir novas alianças na defesa dos valores comuns.

Entre nós cultiva-se a irrelevância nacional, a indiferença como se nada disto fosse connosco e uma tentativa de assumir posição só comparável à cobarde neutralidade de Luís Montenegro entre o candidato presidencial democrata e o candidato populista e promotor do ódio e da violência.

Quando Portugal tem voz e capacidade para liderar processos de concertação, é um pequeno País que gera figuras com o reconhecimento internacional de Guterres como Secretário-Geral da ONU, de António Costa no Conselho Europeu ou de António Vitorino na Organização Internacional das Migrações.

Já a atual miserabilista governação lusitana, para além do desinteresse e........

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