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Laranja Amarga para o recorde absoluto nos preços da habitação

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25.03.2026

A grande sondagem feita pelo ICS e pelo ISCTE para avaliar os dois anos de governação de Luís Montenegro confirmou o diagnóstico empírico de um Governo paralisado pela indefinição estratégica sobre uma clara política de alianças, acossado pelo rotundo fracasso de promessas em áreas prioritárias como a saúde, a habitação ou o combate à corrupção, e em pânico com a conjugação das consequências da crise das tempestades com as da guerra no Golfo Pérsico.

Somos a única democracia europeia em que se acha natural dar posse a governos minoritários sem qualquer garantia de apoio parlamentar estável, sempre cheios de pressa pela indigitação e sem promover a procura de consensos maioritários como sucede em toda a Europa.

Cavaco Silva teve razão, e garantiu estabilidade ao exigir acordos escritos antes de empossar António Costa em 2015 e, em 50 anos, o primeiro governo de Guterres foi o único sem apoio parlamentar maioritário a durar toda a legislatura.

Mas se Montenegro é especialmente minoritário, não tem enjeitado acordos preferenciais com a extrema-direita em todas as áreas relevantes, mas sem sequer vincular o Chega pelo apoio às sucessivas medidas que vai aprovando em matéria fiscal, de habitação ou de migrações.

Os resultados da falta de transparência são desastrosos para o Governo sobretudo nas áreas que mais afetam a vida dos portugueses, destacando-se as questões relativas aos custos da........

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