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Sob o signo da estabilidade. Opinião de António Caeiro

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15.05.2026

O resultado da cimeira Xi Jinping-Donald Trump, anunciada para estes dias 14 e 15, poderá não ser tão “incrível” nem tão “histórico” como o Presidente americano já antecipou. A preparação, no meio de uma guerra no Médio Oriente que parece interminável, também não terá sido muito tranquila. (As datas, avançadas há dois meses pela Casa Branca, só foram confirmadas pelo governo chinês esta segunda-feira). Mas o que um jornal de Hong Kong descreveu como “um encontro entre o líder mais previsível do mundo e o mais imprevisível” terá sempre impacto global. É a mais importante relação bilateral da atualidade, marcada por uma acesa rivalidade económica e tecnológica.

Há duas semanas, numa conversa telefónica com o homólogo norte-americano, Marco Rubio, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, sintetizou assim a visão de Pequim: “Ambas as partes devem salvaguardar a estabilidade conquistada com tanto esforço, preparar-se adequadamente para as principais agendas de interação de alto nível, alargar as áreas de cooperação, gerir as divergências, explorar a construção de uma relação sino-americana que seja estratégica, construtiva e estável.” Segundo o relato da agência noticiosa Xinhua, Rubio manifestou idêntica posição: Estados Unidos e China “devem manter a........

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