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O triunfo da paciência

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26.04.2026

A liderança chinesa está com pressa de resolver a questão de Taiwan e “reunificar a China”? Pequim irá aproveitar a “distração dos EUA” com outras guerras para invadir a ilha e anexar um território que vive há várias gerações fora do seu controlo? O que aconteceu na capital chinesa este mês parece desmentir aquelas profecias: “A China não apressou a causa da reunificação”, sintetizou um comentador chinês acerca do encontro entre os líderes do Partido Comunista Chinês (PCC), Xi Jinping, e da principal força da oposição de Taiwan, o Partido Nacionalista (KMT), Cheng Li-wun. Falou-se de “reunificação da nação chinesa” e do “rejuvenescimento nacional”, mas “como um horizonte futuro, sem um calendário definido (…) Uma visão, não um prazo”, escreveu Zichen Wang no site Pekingnology.

Tecnicamente, a longa guerra civil chinesa ainda não acabou. Em 1949, os comunistas tomaram o poder no continente, fundando uma “nova China”, denominada República Popular. O que restava da república governada pelo KMT refugiou-se na ilha de Taiwan e em três pequenos arquipélagos adjacentes. O encontro de 10 de abril, no Grande Palácio do Povo, em Pequim, foi o primeiro do género no espaço de uma década. Há cinco anos, a capa da revista The........

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