Inteligência Artificial e Justiça
No passado dia 30 de setembro, o Auditório CGD do ISEG acolheu a conferência “Inteligência Artificial e Funções Soberanas do Estado: Capacitação, Risco e Legitimidade Democrática”, uma iniciativa que trouxe para o debate uma questão particularmente relevante: como aproveitar o potencial da inteligência artificial sem comprometer a responsabilidade e a legitimidade de quem exerce funções soberanas do Estado?
A Inteligência Artificial já não é uma possibilidade futura. É uma realidade que começa a transformar a forma como trabalhamos, pesquisamos, analisamos informação e tomamos decisões. E a Justiça não ficará — nem deve ficar — à margem dessa transformação, podendo a IA representar uma oportunidade para melhorar a forma como os magistrados trabalham.
A crescente complexidade dos processos, os milhares de documentos a analisar, a informação financeira, as comunicações e os dados digitais colocam diariamente enormes desafios aos magistrados. A IA poderá ajudar a pesquisar, organizar, cruzar e sintetizar........
