Quando a tradição cuida, o oceano agradece
A bordo de nossos veleiros, desde o início de nossas navegadas, mantivemos essa tradição de dar flores a nossa rainha do Mar, que nos protege.
Na COP30, em Belém, palestrei em um painel, no estande do Ministério de Turismo, sobre turismo regenerativo com um tema que me toca profundamente: como as tradições culturais estão se transformando para incorporar a sustentabilidade sem perder sua alma.
Fiquei muito feliz (e até emocionada) ao perceber que essa mudança não é mais um discurso isolado. Ela está acontecendo de forma concreta em rituais ancestrais, festas populares e grandes manifestações culturais que fazem parte da nossa identidade.
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Em fevereiro de 2025, estive na Bahia e vivi uma experiência que se conectou diretamente com tudo aquilo que apresentei no painel. Participei do Dia de Iemanjá, no Rio Vermelho, uma das celebrações mais simbólicas do Brasil, que reúne cerca de um milhão de pessoas e carrega séculos de fé, ancestralidade e conexão com o mar.
Iniciada na década de 1920, a festa completou 104 anos neste ano de 2026 e é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador.
O dia 2 de fevereiro é dedicado a Iemanjá, orixá das águas salgadas, mãe de muitos outros orixás, símbolo de acolhimento, fertilidade e proteção. Durante décadas, milhares de pessoas levaram ao mar presentes como espelhos, pentes, perfumes, barquinhos e objetos diversos, sempre com a intenção de agradar, agradecer ou pedir proteção. Mas algo muito importante está mudando.
Na primeira vez que participei da festa, fui bem cedo com meu filho Pierre. Confesso que chorei de emoção. Levei minhas flores brancas com o coração aberto. Vivendo nos oceanos há 41 anos, sei que ela nos protegeu sempre. As baianas........
