Após tantas enganações, finalmente recuperei a confiança da minha mãe
O silêncio mortal da bebida
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Durante um bom tempo, sempre que minha mãe falava comigo eu notava certo desgosto. O sentimento não era explícito, as palavras não revelavam o dissabor, mas ele estava no tom de sua voz, na expressão cansada, na maneira como ela bufava antes de me responder. Ou no breve silêncio que precedia sua resposta. A contrariedade era palpável.
Foram tantas enganações, tantos perrengues, acidentes e situações constrangedoras causadas pelo álcool que, aos poucos, a nossa relação foi se desgastando. O olhar dela, muitas vezes carregado de raiva e decepção, me atravessava. Eu ficava dividida entre a culpa e o vazio deixado pela perda simbólica de uma figura que sempre foi fundamental para mim. Às vezes, eu até ensaiava um "eu te amo", mas ela não dava muita bola, como se as palavras já tivessem esvaziadas de........
