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Vinho chileno Almaviva 2024 é exagerado, pomposo e difícil de ignorar

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05.10.2026

Vinho chileno Almaviva 2024 é exagerado, pomposo e difícil de ignorar

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O Almaviva é um exagero de vinho. E, como quase tudo que o cerca está impregnado de hipérboles, não me espantei com a intensidade da safra 2024, que deve ser lançada no mercado brasileiro em janeiro de 2027 por um preço menos abusado do que o esperado, algo como R$ 1.800.

É um vinho acostumado às glórias. A safra 2017, por exemplo, foi escolhida "Vinho da Década" pelo renomado crítico norte-americano James Suckling, além de ter recebido os desejados 100 pontos. A safra 2015 também ganhou pontuação máxima. As vitórias, porém, não sobem à cabeça de seus produtores. No site oficial do Almaviva não se veem menções aos feitos numéricos.

O Almaviva tem dupla nacionalidade. É um vinho chileno com consciência francesa. Ou, como eles próprios se definem: "o Chile oferece o solo, seu clima e seus vinhedos, enquanto a França contribui com seu savoir-faire e tradições vitivinícolas".

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