Vinho australiano sumiu do (meu) mapa. Uma pena
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Leio aqui que a exportação de vinhos australianos teve forte queda (8% em valor e 6% em volume) no ano passado. A nota me pegou de surpresa, uma vez que o gigante da Oceania vinha fazendo números formidáveis nos últimos três anos.
Mas não deveria ser surpresa. Os sucessivos crescimentos tinham uma explicação com data de validade. Em 2020, a China, maior mercado dos caras, impôs tarifas de até 200% sobre os seus vinhos. E por causa de tensão política (não foi Trump o inventor dessa manobra). O resultado levou os números dos australianos e os estoques dos chineses muito para baixo. Depois que as taxas foram abolidas, houve uns anos de recuperação, mas agora as coisas já estão normalizadas.
A matéria me fez perceber que, pelo menos na minha vida, o vinho australiano desapareceu. Quando comecei a me interessar pelo assunto (aí se vão umas décadas), os rótulos de lá eram uma opção tão disponível quanto os de qualquer outro lugar. Hoje, quase não vejo em lojas e restaurantes.
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