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O 'Outro Guga': conheça o homem por trás dos contratos de João Fonseca

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04.02.2026

O nome é Gustavo Abreu, mas quando Magnus Norman, velho rival de Gustavo Kuerten e atual diretor do torneio de Bastad, na Suécia, soube do envolvimento de um certo Guga na carreira de João Fonseca, indagou se era "aquele" Guga. Não era. Tratava-se de Guga Abreu, carioca e empresário do número 1 do Brasil, que passou a ser tratado pelo sueco como "the other Guga", ou "o outro Guga". Andre Agassi também usou o pseudoapelido, que já pegou no meio do tênis.

Guga Abreu, no entanto, aparece pouco. Adota uma postura low profile como o resto da equipe de João Fonseca e quase não fala em público, salvo raras exceções. Uma delas resultou nesta entrevista aqui. Uma conversa franca, gravada no dia 24 de dezembro em uma livraria de Ipanema.

Um papo para quem quer conhecer o homem por trás dos contratos de João e como foi sua chegada ao time, mas que ajuda a entender os porquês das decisões do Time Fonseca. Nesta primeira parte, publico aqui como e por que Guga tornou-se o empresário da maior promessa do tênis brasileiro neste século. Também conversamos sobre os gastos de João, a postura cautelosa de toda a equipe e as chances de o tenista assinar com um novo patrocinador em 2026, mas isto fica para a segunda parte, que será publicada amanhã. Vai valer a pena esperar.

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Vamos começar contando um pouquinho da sua história com o João? Eu sei que você vem do mercado financeiro, mas conta como é sua relação com o pai do João, como você chegou no time, etc.

A minha família é amiga da família do pai do João a vida inteira, então meus tios são os melhores amigos dos dos avós do João, eu convivi com os pais do João a vida inteira. A gente adora esportes em geral, e eu sou parceiro do pai do João
em várias viagens de esporte. O Crico [Christiano Fonseca, pai de João] é um grande amigo, como eu tenho outros grandes amigos dentro de um grupo em que a gente divide gostos em comum. A minha história com o João começa... o seguinte: eu fui executivo do Icatu a vida inteira. Fiquei 20 anos entre banco Icatu e uma gestora que a gente montou com a família Almeida Braga. É uma vida muito, muito, muito desgastante. Em determinado momento, achei que eu tinha que dar um tempo e uma atenção à família. A gente decidiu passar dois anos nos Estados Unidos, que é uma oportunidade que eu queria dar aos meus filhos num lugar que a gente já tinha uma memória afetiva, que é San Diego. A gente costumava passar férias lá. Eu gosto de pedalar, gosto de surfar, era um clima bom em janeiro, aquele friozinho com sol e etc. A família do João também passava algumas férias lá. Quando eu decidi ir pra lá pra ficar dois anos, em determinado momento, no meio desse ano, o pai do João falou "Gugão, estamos indo também pra passar seis meses. Eles também, em algum momento, decidiram fazer seis meses de sabático, então durante os dois anos que eu fiquei lá, seis meses eu tive a família do João. Eu fiquei em 2016, eles chegam lá em 2017. Eles chegam lá, e o Crico me liga: "Guga, o negócio é o seguinte: o João tá jogando super bem". Era meio de 2017, o João tinha 10 pra 11 anos. "O João tá jogando super bem aqui, vai jogar campeonato, quer ver?" Falei "claro, quero". Foi a primeira vez que eu vi o João jogando, e eu falei "cara, que que é isso?" Isso é pré-Gui [antes de João começar a trabalhar com seu atual técnico, Guilherme Teixeira], tá? Em 2018, já estamos todos nós aqui, de volta. Ele começando a jogar os campeonatos e, de vez em quando, o Crico fala assim: "Vai ter um campeonato aqui". "Ah, tá, vamos ver!" Então de 2018 a 2023, eu vira e mexe assistia aos jogos do João, então sabia bem o que tava acontecendo dentro da quadra, mas era simplesmente um amigo que ama esporte vendo o filho de um amigo se desenvolver. Só que as coisas começaram a ficar mais sérias, né? Ele ganha o...

US Open juvenil?

Não, não. Antes disso até. Ele ganha aquele acesso, que ele joga no Country Club, para jogar um Roland Garros Junior.

Ah, o Roland Garros Junior Series.

Fora da quadra, que que eu estava sabendo? De vez em quando, eu saía pra almoçar com o Crico. Eu, ele e mais uns seis amigos, a gente divide um escritório. Cada um tem sua vida, toca sua vida, mas somos muito amigos, e a gente divide esse........

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