Em Miami, Itaú festeja 'Efeito Fonseca' e capitaliza com exibições
Em Miami, Itaú festeja 'Efeito Fonseca' e capitaliza com exibições
Alexandre Cossenza viajou ao Miami Open a convite do Itaú Unibanco
Em dezembro de 2025, João Fonseca participou de seu primeiro evento de exibição ao lado de astros da elite do tênis. Em Miami, enfrentou Carlos Alcaraz, número 1 do mundo, e esteve em quadra com Amanda Anisimova e Jessica Pegula. O evento teve patrocínio do Itaú, que patrocinará uma nova exibição com Fonseca e Alcaraz em dezembro deste ano, agora no Allianz Parque, em São Paulo.
É o mesmo banco que patrocina o Miami Open desde 2008 e que agora comemora o Efeito Fonseca, com o tênis ganhando atenção, audiência e investimentos no Brasil. Mesmo não sendo parceiro pessoal do número 1 do Brasil - que tem a marca da XP na manga de seu uniforme.
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Na última semana, durante o Miami Open, tive a chance de conversar com Milton Maluhy Filho, CEO do banco, que comemora 50 anos de investimentos no tênis com patrocínios a torneios, atletas e projetos sociais. No papo, o executivo falou sobre a conexão da modalidade com o banco, sobre como o cenário econômico de um país ajuda ou não o número de investimentos no esporte, sobre as ações da empresa em Miami e, claro, sobre João Fonseca.
Será que depois das exibições e de ver o carioca estabelecer um novo recorde de público no Miami Open o Itaú tem a intenção de ser também o patrocinador pessoal de Fonseca? Fiz a pergunta. Leiam abaixo a íntegra da conversa.
Preciso perguntar sobre João Fonseca, e há três partes que eu queria abordar sobre isso. Uma delas é sobre as exibições entre ele e Alcaraz, ambas patrocinadas pelo Itaú. Uma aqui [em Miami], no ano passado, e a outra este ano, em dezembro, em São Paulo. Em que aspecto elas são mais importantes para o Itaú?
Houve alguns jogadores [na exibição de dezembro de 2025], né? A Anisimova jogou, a Pegula jogou, o Alcaraz... Foi um torneio de exibição que, dado o relacionamento global que a gente tem com esses atletas, nós fomos convidados. Essas empresas que promovem eventos sabem que o Itaú é um grande patrocinador do tênis e tem essa visão, então é natural que esses projetos sejam apresentados para a gente. Isso foi um evento idealizado nos EUA, e foi feito um convite para que o Itaú fosse um patrocinador máster. O tênis é nosso território, são atletas super de alta performance, super bem ranqueados. O melhor jogador do Brasil, o melhor jogador do mundo. É um torneio que tem um awareness muito grande globalmente. E reforça a nossa plataforma. Isso é levar experiências diferenciadas para os nossos clientes. A gente tinha os direitos de transmissão e os cedeu para a Globo e seus canais, e eles fizeram a transmissão do torneio. A gente fechou há pouco tempo uma parceria com a CazéTV também para divulgar cada vez mais o tênis, de um formato de streaming para chegar nos jovens, e no final do ano a gente vai fazer a mesma exibição no Allianz Park com Alcaraz e João Fonseca. A gente acha que isso é um presente, não só para os nossos clientes - porque a gente dá o acesso preferencial para os nossos clientes - mas é para a sociedade, para o país, para quem quiser assistir. Este é o nosso papel. Entregar para a sociedade, com projetos e eventos.
Em algum momento, o Itaú pode fazer esse movimento de querer patrocinar o João?
Olha, esse torneio [o executivo fala da exibição] transcende qualquer relação de patrocínio de marca. Quando a gente faz um evento como este, a gente procura trabalhar numa abstração muito grande. O João Fonseca é um ídolo nacional, e eu vou torcer para o João Fonseca todos os dias, independentemente de quem patrocina. O banco tem essa grandiosidade de pensar grande, de olhar para a frente e fazer eventos independentemente de se apegar a quem é o patrocinador, se somos nós ou não. A Bia [Haddad Maia] participa de vários torneios. Nós somos o patrocinador, a gente quer ver a Bia crescer, ganhar visibilidade, ser bem sucedida. A gente quer que o João Fonseca seja super bem sucedido, independentemente se a gente é ou não o patrocinador dele. A mesma coisa para o Alcaraz [também patrocinado pelo Itaú] e qualquer jogador brasileiro. Não tem essa conexão direta. O torneio é sobre o tênis. É um torneio-exibição e só tem ganhadores. Para o João, foi uma experiência incrível poder jogar com o Alcaraz, poder participar de um torneio-exibição. Nossa visão vai muito além desses pequenos detalhes, eu diria. O João é um atleta super bem sucedido. Tem uma relação com seus patrocinadores. A gente tem uma admiração enorme. O que será o futuro, não sabemos. A gente quer que o João seja bem sucedido, lidere os rankings globais, e eu quero estar sentado no camarote no dia que ele atingir a marca de primeiro do mundo. Vou ficar feliz e orgulhoso de ser brasileiro e de ver um jogador tão talentoso, com uma família tão incrível e com valores tão fortes, como o João.
Se manga da camisa dele tiver a marca da XP, não faz diferença?
Não faz diferença nenhuma. Vou estar lá torcendo por ele do mesmo jeito e aplaudindo o resultado.
De qualquer maneira, a gente está vendo um Efeito Fonseca, com o tênis atraindo mais pessoas e mais marcas no Brasil. Isso afeta ou muda a postura do Itaú de alguma maneira?
Eu acho bom para o esporte. Fico feliz pelo esporte, como tenista amador, por adorar o esporte. Quanto mais pessoas vindo para o território do tênis, melhor. São mais investimentos, mais recursos, mais fãs, mais gente acompanhando. Tem espaço para todo mundo.
Isso não pressiona o Itaú a investir mais ou de mais maneiras?
Não. A gente segue a nossa linha natural. A gente quer fazer eventos únicos, incríveis. O Miami Open é um Masters 1000, um evento único e incrível. Poder patrocinar uma exibição com o João e o Alcaraz, seja em Miami ou no Brasil, é um evento único. Então a gente cuida muito disso, das experiências. E é importante que outras empresas se mobilizem. Empresas de outros setores. E que tragam recursos porque é um esporte incrível, um esporte de inclusão. Que outras empresas e bancos possam apoiar esse projetos. Então mais é mais. É claro que sempre vai haver um evento, alguém vai tentar ocupar um espaço de uma forma diferente, mas isso é da natureza da competição, e ela é saudável no final do dia. Quanto mais pessoas e mais empresas, melhor!
O banco patrocina o Miami Open desde 2008. Em 2015, passou a ser o patrocinador principal. O contrato atual vai até quando?
Este contrato vai até 2028. Temos este ano e mais dois. São, normalmente, renovações de cinco anos que a gente faz. Tem sido assim desde o início. A gente cresceu com o crescimento do torneio. A gente criou uma relação muito bacana com os donos do torneio, então essa parceria, que começou com a IMG, que era a dona do evento - eles venderam os ativos de tênis no ano passado, logo que acabou o torneio do ano passado, mas a equipe que coordena o evento é a mesma - e é uma relação de longa data. Todo ano a gente se encontra, almoça, conversa, fala do projeto, discute o que imagina para o futuro. Essa co-construção é super bacana. Existe uma relação de muita afinidade entre os proprietários do evento e o banco. São 10-11 anos como patrocinador máster e desde 2008 - quase 20 anos - nessa jornada com o torneio.
E esse contrato vai até 2028 nos mesmos moldes?
Presented by Itaú, sem nenhuma alteração. Independentemente da mudança societária que houve, é o mesmo grupo, com contratos muito claros e uma relação de confiança enorme.
Nesse processo, vocês já consideraram mudar o nome para Itaú Open?
É que o nome Miami Open é muito forte. E ir para o nível de patrocínio em que ele passa a se chamar Itaú Open, provavelmente ele sempre vai ser lembrado como Miami Open. Então a gente acha que o "Miami Open apresentado pelo Itaú" dá mais força. A gente já discutiu isso, sem dúvida, inclusive com os proprietários, e a gente acha que a forma de amarrar melhor a força de Miami com a força da marca é "apresentado pelo Itaú".
Em termos gerais, o que faz o banco bater um martelo e decidir "vamos patrocinar isso aqui" ou "não vamos patrocinar aquilo ali"? Quais são os fatores que mais pesam na hora de escolher?
Um dos valores da nossa cultura é que a gente toma decisões e prioriza. Evidentemente, o orçamento de qualquer companhia é finito. Então dentro desse orçamento a gente olha quais são as verticais, os territórios relevantes para o banco, seja no esporte, na cultura, na arte, na música... Essa é uma definição estratégica da organização. A gente discute com toda a equipe de marketing, e isso vai se desdobrando em iniciativas. O tênis é um dos territórios onde a gente está há 50 anos. Dentro do tênis, há várias possibilidades. A gente faz questão de estar em todas etapas do ciclo. Desde o social, onde a gente apoia projetos como o do Guga e o Rede Tênis, até as celebridades nas primeiras posições dos rankings. A gente vai avaliando como pode apoiar o esporte brasileiro. É o caso da Victoria, é o caso da Bia. Você precisa estar conectado com atletas que têm valores parecidos. A marca vai levar valores para o atleta, mas o atleta também atribui valores e traz valores para a marca, e isso te conecta dentro dessa plataforma. A gente acaba dizendo muitos "não"s e poucos "sim"s, mas tem que haver esse casamento perfeito. A nossa estratégia, os valores e como a gente quer posicionar e encontrar ativos - sejam atletas, sejam projetos - que reforçam esse posicionamento. Tem toda uma curadoria, uma equipe que faz uma análise super criteriosa de quais são os valores, como isso conversa, e a gente tem toda uma metodologia para fazer essa análise. No momento de tomar decisão, no momento de acompanhar se aquele patrocínio está trazendo o retorno que a gente espera. E saber parar também. Em certos casos, a gente vai chegar no momento em que os resultados estão aquém do que a gente gostaria, e aí toma-se a decisão de interromper. Isso é natural. Com contratos previsíveis, transparentes e muito cuidado nesses processos de transição.
O que o tênis tem de especial para uma marca?
O tênis traz valores muito conectados com os nossos valores. Planejamento de longo prazo, consistência, execução, performance, respeito, ética. É um esporte de alta performance, e a gente acha que o tênis também é um esporte de inclusão. Como qualquer esporte, transforma a vida das pessoas. Você tira crianças que são carentes, que passam a ter no esporte uma oportunidade, um objetivo. O esporte transforma. Desde o início, a gente quis ter o tênis como uma plataforma. Tudo começa com o patrocínio, mas logo evolui para apoio a projetos sociais. A gente apoia o Rede Tênis, a instituição do Guga Kuerten, atletas de alta performance. A gente apoia desde brasileiros como a Victoria Barros, a Bia Haddad, até o Alcaraz, número 1 do mundo. A gente tem posicionado o banco cada vez mais como uma plataforma global. O tênis é um esporte global, com fãs no mundo todo. Crescendo de forma importante no Brasil. É um esporte que conversa com todas as camadas cada vez mais. A gente acha que é uma forma de conseguir apoiar de forma relevante e fazer essa conexão dos valores que o esporte traz com os valores da marca. E o tênis é multigeração. Você começa a jogar desde muito pequeno e vai até o fim da sua vida. Você vê jogadores com 80-90 anos de idade, tendo no tênis um esporte de conexão, jogando com amigos. É o seu encontro de fim de semana, sua terapia. Para mim, é uma terapia. Jogo duas vezes por semana. A gente está vendo essa mudança demográfica, com as novas gerações apaixonadas pelo tênis, o Brasil sempre em busca de ícones e atletas que representam o país. Agora a gente está vendo a fase do João Fonseca. O tênis é cross-geração, é cross-gênero.
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