Poder das Big Techs e regulação da IA
Poder das Big Techs e regulação da IA
O Brasil está prestes a regulamentar a inteligência artificial. O Projeto de Lei 2338/2023 tramita no Congresso, e o debate público que o cerca concentra-se, em grande medida, em questões éticas: proteção de dados, uso de imagem, direitos autorais, vieses algorítmicos. São questões legítimas, mas revelam apenas a ponta do iceberg. O que está em jogo é algo mais estrutural: quem deve governar a infraestrutura pela qual parte relevante da vida econômica e social acontece?
As Big Techs não vendem apenas produtos, mas controlam ecossistemas inteiros, integrando algoritmos, redes sociais, computação em nuvem, publicidade digital, inteligência artificial, comércio eletrônico e sistemas de pagamento. Elas reorganizam a vida cotidiana sob uma mesma arquitetura privada e passam a definir a circulação da informação, o consumo e até o funcionamento de serviços públicos, extraindo desse processo lucros extraordinários.
Somos todos produtores de dados, trabalhando gratuitamente para plataformas que convertem nossa vida social em insumo para serviços comerciais e para treinar modelos. Essas plataformas desempenham funções que antes cabiam a um enorme conjunto de empresas tradicionais ou ao próprio Estado. Por isso, a resposta não pode ser apenas ética: é regulatória, industrial e, no limite, uma questão de soberania nacional.
PVCPalmeiras vence e não dá margem a reclamação
Palmeiras vence e não dá margem a reclamação
Juca KfouriMaurício quebra o jejum de gols na Copa do Brasil
Maurício quebra o jejum de gols na Copa do Brasil
Thais BilenkyDiscurso de Lula expõe ônus e bônus de........
