O campeão é o amadorismo! Três finais de domingo têm técnicos começando
O campeão é o amadorismo! Três finais de domingo têm técnicos começando
São doze finais de Campeonatos Estaduais neste final de semana. No domingo passado, o IAPE ganhou seu primeiro campeonato maranhense. No sábado, o Bahia foi bicampeão baiano, o CRB pentacampeão alagoano e o Operário, de Ponta Grossa, bicampeão paranaense.
Neste domingo acontecem as decisões do Carioca, Catarinense, Cearense, Gaúcho, Mato-Grossense, Mineiro, Paraense, Paulista e Pernambucano.
Das nove finais, três têm técnicos estreantes ou no segundo jogo.
Maria RibeiroDesculpas são bem-vindas, mas justiça é indispensável
Desculpas são bem-vindas, mas justiça é indispensável
Giovana MadalossoQue tal riscar 'vagabunda' do dicionário?
Que tal riscar 'vagabunda' do dicionário?
André SantanaE se os homens lotassem as ruas neste domingo?
E se os homens lotassem as ruas neste domingo?
Saque e VoleioReação e calma: como Fonseca bateu Khachanov
Reação e calma: como Fonseca bateu Khachanov
O Flamengo inaugura o percurso de Leonardo Jardim, terceiro colocado do Campeonato Mineiro do ano passado pelo Cruzeiro, e que pode iniciar com o sétimo tricampeonato carioca rubro-negro.
O Remo demitiu o colombiano Juan Carlos Osório depois de apenas 14 jogos, com duas derrotas, uma delas no jogo de ida da final estadual contra o Paysandu. Léo Condé estreia no Clube do Remo e pode oferecer à torcida o bicampeonato.
Eduardo Dominguez, já apelidado Barba, fará seu segundo jogo pelo Atlético, na decisão contra o Cruzeiro, com 50% de torcedores atleticanos e 50% cruzeirenses, no Mineirão lotado.
Na primeira partida, empate por 0 x 0 contra o América. No segundo, pode ser campeão.
Por duas décadas e meia, a história se resumia a Joel Santana, que desembarcou em São Januário dois dias antes da terceira partida decisiva da Copa Mercosul. Em 20 de dezembro, sua estreia, virada do Vasco sobre o Palmeiras de 0 x 3 para 4 x 3 no Parque Antarctica.
Nas semanas seguintes, dois jogos contra o São Caetano e campeão brasileiro.
Na história do Campeonato Brasileiro unificado, há um único outro caso: Bahia, 1959. Trocou Geninho por Carlos Volante entre o segundo e terceiro jogos da final da Taça Brasil. Mas houve três meses de distância entre a vitória santista, na Fonte Nova, por 2 x 0 em 30 de dezembro, e o triunfo do Bahia no Maracanã por 3 x 1, em 29 de março de 1960.
Das 71 edições de Brasileirão unificado, incluindo Flamengo e Sport como campeões de 1987, dezesseis foram vencidas por clubes que trocaram de técnico. Quer dizer que 78% das vezes, o campeão não muda de treinador e filosofia durante a campanha vencedora.
Na Alemanha, o último campeão com mudança de técnico foi o Bayern, em 2020, com a queda de Niko Kovac e a subida ao cargo do assistente Hansi Flick.
Na Espanha, o campeão não troca de técnico desde o Real Madrid de 1978, de Milan Miljanic demitido, Luis Molowny campeão.
Na Itália, o vencedor não muda o treinador durante a campanha desde a Internazionale de 1971, Heriberto Herrera dispensado, Giovanni Invernizzi campeão.
Na Inglaterra, o campeão não demite o técnico na temporada vencedora desde 1934, quando o Arsenal teve Herbert Chapman até janeiro e Joe Shaw a partir daí. O motivo da mudança: Herbert Chapman morreu.
Felizmente, os 33% de finais com técnicos estreantes, ou quase, é a exceção à lógica.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
PF viu 30% de um celular de Vorcaro; autoridades falam em 'gota no oceano'
TJ, Badesul, Ansa, Uerj e outros órgãos: concursos oferecem 18,5 mil vagas
'Mate-amigo': uruguaios de Flamengo e Fluminense moram no mesmo condomínio
Irã escolhe novo sucessor de Khamenei, diz agência
Ferreira perde espaço no São Paulo após 'aposta da tanguinha' de Neto
