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O campeão é o amadorismo! Três finais de domingo têm técnicos começando

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08.03.2026

O campeão é o amadorismo! Três finais de domingo têm técnicos começando

São doze finais de Campeonatos Estaduais neste final de semana. No domingo passado, o IAPE ganhou seu primeiro campeonato maranhense. No sábado, o Bahia foi bicampeão baiano, o CRB pentacampeão alagoano e o Operário, de Ponta Grossa, bicampeão paranaense.

Neste domingo acontecem as decisões do Carioca, Catarinense, Cearense, Gaúcho, Mato-Grossense, Mineiro, Paraense, Paulista e Pernambucano.

Das nove finais, três têm técnicos estreantes ou no segundo jogo.

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O Flamengo inaugura o percurso de Leonardo Jardim, terceiro colocado do Campeonato Mineiro do ano passado pelo Cruzeiro, e que pode iniciar com o sétimo tricampeonato carioca rubro-negro.

O Remo demitiu o colombiano Juan Carlos Osório depois de apenas 14 jogos, com duas derrotas, uma delas no jogo de ida da final estadual contra o Paysandu. Léo Condé estreia no Clube do Remo e pode oferecer à torcida o bicampeonato.

Eduardo Dominguez, já apelidado Barba, fará seu segundo jogo pelo Atlético, na decisão contra o Cruzeiro, com 50% de torcedores atleticanos e 50% cruzeirenses, no Mineirão lotado.

Na primeira partida, empate por 0 x 0 contra o América. No segundo, pode ser campeão.

Por duas décadas e meia, a história se resumia a Joel Santana, que desembarcou em São Januário dois dias antes da terceira partida decisiva da Copa Mercosul. Em 20 de dezembro, sua estreia, virada do Vasco sobre o Palmeiras de 0 x 3 para 4 x 3 no Parque Antarctica.

Nas semanas seguintes, dois jogos contra o São Caetano e campeão brasileiro.

Na história do Campeonato Brasileiro unificado, há um único outro caso: Bahia, 1959. Trocou Geninho por Carlos Volante entre o segundo e terceiro jogos da final da Taça Brasil. Mas houve três meses de distância entre a vitória santista, na Fonte Nova, por 2 x 0 em 30 de dezembro, e o triunfo do Bahia no Maracanã por 3 x 1, em 29 de março de 1960.

Das 71 edições de Brasileirão unificado, incluindo Flamengo e Sport como campeões de 1987, dezesseis foram vencidas por clubes que trocaram de técnico. Quer dizer que 78% das vezes, o campeão não muda de treinador e filosofia durante a campanha vencedora.

Na Alemanha, o último campeão com mudança de técnico foi o Bayern, em 2020, com a queda de Niko Kovac e a subida ao cargo do assistente Hansi Flick.

Na Espanha, o campeão não troca de técnico desde o Real Madrid de 1978, de Milan Miljanic demitido, Luis Molowny campeão.

Na Itália, o vencedor não muda o treinador durante a campanha desde a Internazionale de 1971, Heriberto Herrera dispensado, Giovanni Invernizzi campeão.

Na Inglaterra, o campeão não demite o técnico na temporada vencedora desde 1934, quando o Arsenal teve Herbert Chapman até janeiro e Joe Shaw a partir daí. O motivo da mudança: Herbert Chapman morreu.

Felizmente, os 33% de finais com técnicos estreantes, ou quase, é a exceção à lógica.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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