Fernando Diniz viveu na pele a intimidação da torcida do Corinthians
Fernando Diniz viveu na pele a intimidação da torcida do Corinthians
O início do ano do Corinthians tem pressão desproporcional. Ainda mais para um clube que encerrou jejum de seis anos sem títulos, o mais longo depois do gol de Basílio, e conquistou seu primeiro título nacional em oito anos, em dezembro de 2025. E venceu o Flamengo na Supercopa.
Em 21 jogos de 2026, já houve três protestos no Centro de Treinamento, ou do lado de dentro com permissão para conversas, ou nas chegadas dos carros particulares dos jogadores. Como são 21 partidas e sete derrotas, dá para dizer que há uma intimidação a cada sete jogo, uma a cada duas derrotas.
Fernando Diniz viveu na pele uma das noites mais violentas da história das torcidas uniformizadas do Brasil, no episódio conhecido como "Emboscada na Serra." Em 1997, Diniz esteve no banco de reservas do Corinthians numa derrota por 1 x 0 para o Santos, na Vila Belmiro.
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Na subida da rodovia dos Imigrantes, em direção a São Paulo, uma parte de uma facção uniformizada atacou o ônibus do Corinthians que, naquela campanha, brigava contra o rebaixamento.
A ficha do jogo não indica a presença de Diniz, parte daquele elenco dirigido por Joel Santana. Após a entrevista coletiva de apresentação no Parqje São Jorge, o repórter Fábio Lázaro se aproximou de Diniz para perguntar se estava dentro ou fora do ônibus. Estava dentro.
A torcida pode gostar ou não do trabalho de Diniz. Há de haver respeito. Alma corintiana, crescido na zona leste de São Paulo, Fernando Diniz não merece ser o cara certo na hora errada por duas vezes na vida. Na primeira, como jogador, agora como técnico.
Assim como Roger Machado pediu no São Paulo, Diniz precisa ter tempo para trabalhar e respeito ao tempo.
Não se deve usar um eufemismo e mudar o nome de violência por pressão. O Corinthians 2026 já teve três episódios de intimidação em apenas 21 partidas na temporada. .
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