Por que carros híbridos flex viraram a nova obsessão das chinesas no Brasil
Por que carros híbridos flex viraram a nova obsessão das chinesas no Brasil
As montadoras chinesas têm uma nova obsessão no Brasil: desenvolver e vender carros híbridos flex em nosso país.
Em poucos meses, a tecnologia deixou de ser um diferencial exclusivo da Toyota, pioneira no mundo ao lançar aqui o Corolla Hybrid bicombustível em 2019, e virou parte central dos planos de GWM, BYD, Omoda & Jaecoo, Leapmotor e MG Motor.
A movimentação não é coincidência ou mera preocupação com o meio ambiente. Ao combinar eletrificação com motor capaz de rodar com etanol, as montadoras melhoram o enquadramento dos carros no Mover, programa federal que passou a calibrar a tributação conforme eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, segurança e facilidade de reciclagem. Na prática, o híbrido flex pode pagar menos IPI do que um híbrido equivalente movido apenas a gasolina.
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A Toyota foi a pioneira. Há sete anos, a marca lançou no Brasil o Corolla híbrido flex, primeiro carro do tipo no mundo. A solução combinava motor elétrico com um motor a combustão capaz de usar gasolina ou etanol, uma adaptação feita especialmente para o mercado brasileiro. Na época, o Mover ainda não estava em vigência, mas já existiam incentivos tributários a modelos flex ou a etanol.
Meses atrás, GWM e BYD travaram uma espécie de corrida pelo primeiro híbrido plug-in flex. A GWM saiu na frente ao anunciar o Tank 300 PHEV Flex durante a mais recente edição do Salão de Pequim, uma das principais vitrines globais da indústria automotiva. Só para esse produto, o investimento foi de R$ 60 milhões. Logo em seguida, foi a vez de lançar o Haval H6 abastecido tanto com etanol quanto com gasolina, em qualquer proporção.
Pouco tempo depois, a BYD respondeu........
