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Governo admite riscos à produção nacional em acordo que beneficia a BYD

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26.06.2026

Governo admite riscos a produção nacional em acordo que beneficia a BYD

O próprio governo federal reconheceu o risco de a indústria automotiva brasileira trocar produção local por uma operação mais simples de montagem de kits importados. A avaliação aparece no Extrato Público da Nota Técnica SEI MDIC nº 1548/2026, documento usado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para embasar a nova cota de importação com imposto zero para veículos eletrificados desmontados e semidesmontados, um pedido da BYD e do Governo da Bahia.

Antes de tratar dos riscos industriais, o documento faz uma leitura do mercado brasileiro de eletrificados. Segundo o material, assinado por Margarete Maria Gandini, diretora do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC, "a base de emplacamentos acumulada de janeiro a maio de 2026 evidencia forte concentração no mercado de veículos eletrificados".

No segmento de veículos elétricos a bateria, a BYD responde por 65,67% dos emplacamentos, seguida por Geely, com 16,57%, e GM, com 6,05%. As três primeiras marcas concentram 88,29% do mercado de elétricos puros.

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A concentração também aparece nos híbridos plug-in. Nesse segmento, a BYD detém 55,64% dos emplacamentos, seguida pela GWM, com 20,36%. As duas primeiras colocadas somam 76% do mercado. No mercado agregado de híbridos convencionais e plug-in, a BYD também aparece na liderança, com 26,70%, à frente de Toyota, com 17,78%, e GWM, com 16,29%.

Na avaliação do ministério, esses dados mostram que a eletrificação no Brasil está sendo liderada por poucos grupos empresariais, com forte presença de marcas chinesas e asiáticas. O próprio texto afirma que esse movimento exige........

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