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China debate elevar aposentadoria rural, com o Brasil como modelo

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China debate elevar aposentadoria rural, com o Brasil como modelo

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As Duas Sessões, as reuniões paralelas legislativa e consultiva na China, terminam amanhã. No sábado, o presidente Xi Jinping fez sua intervenção mais significativa, no encontro com a delegação do Exército de Libertação Popular, orientando contra corrupção e deslealdade.No mesmo sábado, noutra sala do Grande Salão de Povo, na praça Tiananmen, Bi Lixia, presidenta da Cooperativa de Plantio de Arroz de Jianli, na província de Hubei, chorou ao fazer uma proposta também significativa --mas voltada ao contexto social interno, não ao mundo conflagrado:"Imploro ao Ministério das Finanças, ao Ministério de Recursos Humanos e Segurança Social e ao Ministério de Assuntos Civis para aumentar a pensão mensal dos idosos rurais com mais de 70 anos para 400 yuan [R$ 300]. Essa geração de agricultores dedicou as suas vidas à reforma e ao desenvolvimento rural."Eu não estava na sala, mas a fala chegou ao saguão por grupos de WeChat, com vídeos de Douyin e BiliBili. A pensão está hoje em 143 yuan e, pela proposta do governo, passaria a 163 (R$ 122). Vários delegados célebres questionaram, inclusive Guo Fenglian, cujo vídeo também viralizou.A argumentação de Bi Lixia, de que os agricultores dedicaram suas vidas à reforma, com baixos salários pelo desenvolvimento do país, é necessária porque o obstáculo para elevar a aposentadoria rural é que eles não contribuíam, não pagavam imposto. E o governo é contra distribuir dinheiro sem contribuição.Listando outros argumentos para os 400 yuan, um ensaio do pesquisador Wang Mingyuan foi reproduzido por QQ, Guancha -- e ganhou tradução para o inglês do jornalista Fred Gao, da CGTN. Wang dá o Brasil como modelo, citando um estudo da própria Academia Chinesa de Ciências Sociais.

Diante disso, soou irreal ler na Economist que não existe debate nas Duas Sessões. Existe e é aprofundado. A questão passa a ser como as propostas são tratadas e se ajudam nos êxitos alcançados pelo país. Foi o que perguntei a um delegado de Xangai, que dirige a filial asiática de uma empresa americana.Num café fora do Grande Salão, ele contou que esteve em várias Duas Sessões e fez propostas. Aquelas de alcance menor têm mais chance, mas as nacionais podem levar anos. São distribuídas aos ministérios, que já o chamaram para justificar --e depois os ministérios têm que responder, sim ou não, e também justificar.

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Uma ferramenta simples de inteligência artificial, divulgada pela Sinocism, de Washington, justifica qualquer coisa "because China", por causa da China. É uma paródia, uma piada, mas soa bastante verdadeira, às vésperas da visita de Donald Trump a Xi Jinping, a partir do dia 31.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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