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O dia em que vimos Messi falar com Deus

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08.07.2026

Messi, o último romântico

Messi passou a maior parte da vida profissional sentindo-se em dívida com seu país. Por algum tempo, por bastante tempo, parecia que o garoto que saiu da Argentina no começo da adolescência jamais levaria sua pátria a um título mundial. Quando trocou Rosario por Barcelona, aos 13 anos, Messi deixou para trás parte da construção de uma idolatria nacional. O garoto teve a chance de se naturalizar espanhol, mas recusou. Queria jogar pela Argentina, e fez isso - sem grandes e relevantes títulos - até 2021.

Os anos passaram e Messi se transformou em um gênio da bola e ídolo máximo do time da Catalunha. Quanto mais se associava a Barcelona, mais perdia vínculo com o lugar onde nasceu.

Quatro Copas do Mundo passariam e quatro fracassos ele acumularia em seu nome. Dividido entre Espanha e Argentina, Messi achou que não seria jamais capaz de realizar por seu país o que Maradona havia feito anos antes. Em 2016, depois de um vice campeonato na Copa América, avisou que estava se aposentado do time nacional. Magoado, criticado por sua torcida, avaliou que a pressão era grande demais e que precisaria deixar para trás o sonho de um título mundial.

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