Com preços em queda, valor de produção brasileira cai neste ano
Vaivém das Commodities
A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP
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Com preços em queda, valor de produção brasileira cai neste ano
Cota da China faz a carne bovina ter preços mais incertos no segundo semestre
Para Ministério da Agricultura, lavoura e pecuária têm cenário menos favorável
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A safra de grãos deverá ser recorde neste ano, se for confirmada a expectativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). A arrecadação financeira dos produtores, no entanto, recua, em relação à de 2025. É o que aponta o VBP (Valor Bruto da Produção) mais recente do Ministério da Agricultura.
A safra de grãos sobe para o recorde de 353 milhões de toneladas, mais 0,3%, e o VBP recua para US$ 1,37 trilhão, 3,6% menos do que no ano passado.
Ao contrário do que ocorreu em 2025, tanto as receitas com a lavoura como as com a pecuária serão menores. O valor de produção das lavouras, que incluiu 16 dos principais produtos cultivados, cai para R$ 895 bilhões, 4% a menos do que o recorde de R$ 932 bilhões de 2025, conforme valores deflacionados pelo IGP-Di da FGV. As receitas com a pecuária caem para R$ 475 bilhões, 3% a menos.
O VBP é o resultado do volume produzido e do preço recebido pelo produtor, e as estimativas são com base nos preços médios atuais. Este é um ano de muita incerteza, tanto na produção como nos preços, e as previsões atuais do Ministério da Agricultura podem sofrer profundas mudanças, tanto de interferência do clima como de demanda do mercado externo.
No setor de lavouras, a maior safra brasileira de milho, a de inverno, ainda deverá ser semeada. O setor de proteínas, o principal na utilização deste cereal, poderá não ter o mesmo desempenho externo que obteve no ano passado, devido a amarras colocadas a produtos brasileiros e a concorrência externa. A indústria de etanol, no entanto, mantém a demanda aquecida, o que ajuda a segurar os preços.
A produção recorde soja no Brasil, próxima de 178 milhões de toneladas, ajuda a consolidar o também recorde mundial de 428 milhões. Não há muito espaço para aumentos de preços nas condições atuais de estimativas de safra para o Brasil e Argentina. A safra dos Estados Unidos já está nos armazéns.
O café, o grande destaque do ano passado, com aumento médio de 46% no valor de produção, sobe apenas 1,3% neste ano. O arábica ainda sustenta a média do valor de produção, com evolução de 9%, mas o conilon, com produção brasileira maior e recomposição de oferta mundial pelo Vietnã, deverá recuar 19%, segundo o Ministério.
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O principal aumento no valor de produção entre as lavouras virá da mandioca, com alta de 27%. O feijão, que teve queda de 21% no ano passado, sobe 8% neste ano. A banana também entra na lista dos cinco produtos que sobem, entre os 16 analisados. Na liderança das quedas estão laranja e arroz, com retrações de 36% e 31%, respectivamente.
A carne bovina é a grande dúvida na pecuária. A cota de importação de 1,1 milhão de toneladas imposta pela China, principal importadora brasileira, poderá alterar os preços no segundo semestre, quando as exportações brasileiras já deverão ter atingido o limite imposto pelos chineses.
A partir daí, além dos 12% já pagos pela carne exportada, o Brasil receberá uma sobretaxa de 55%. Com sobrepreço de 67%, a carne brasileira fica pouca competitiva no mercado chinês a partir do segundo semestre.
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O Brasil vai ter de arrumar mercados mais competitivos para as 600 mil toneladas que estão fora da cota, e que iriam para a China. No ano passado, as exportações brasileiras para os chineses somaram 1,7 milhão de toneladas. Sem novos mercados ou aumento de exportação para os já existentes, os preços internos caem, uma vez que o país vem obtendo um patamar elevado de produção.
Mato Grosso inicia o ano no topo da lista dos estados que têm o maior VBP. Na avaliação do Ministério da Agricultura, o estado soma R$ 199 bilhões, seguido de Minas Gerais (R$ 166 bilhões), São Paulo (R$ 154 bilhões) e Paraná (R$ 151 bilhões). Entre as regiões, a Centro-Oeste fica com R$ 400 bilhões; a Sudeste, com 358 bilhões, e a Sul, com R$ 312 bilhões.
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