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Na boa vitória do Brasil sobre a Croácia, uma torcida míope pedia 'Neymar'

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31.03.2026

Na boa vitória do Brasil sobre a Croácia, uma torcida míope pedia 'Neymar'

A gritaria após a derrota para a França foi desproporcional. Nada mais natural do que o triunfo do time gaulês, hoje claramente superior ao brasileiro.

Diante da Croácia, algoz do time canarinho na Copa do Mundo de 2022, no Catar, os comandados de Carlo Ancelotti fizeram um bom primeiro tempo. Poderiam ter marcado mais gols.

Sim, o tento de Danilo, do Botafogo, após grande jogada de Vinícius Júnior, que deixou três croatas no chão, deveria ter saído antes. Inclusive em outro lance envolvendo a mesma dupla.

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Contudo, ele aconteceu apenas nos instantes finais da etapa inicial. Mas antes o Brasil foi perigoso com João Pedro e Matheus Cunha. Era boa a movimentação e o envolvimento do adversário.

Após o intervalo, a Croácia, que teve 41% de posse de bola nos primeiros 45 minutos, chegou aos 71% na metade do segundo tempo. Era o Brasil esperando jogar em contragolpes, que não eram vistos.

Substituições diversas foram feitas em ambos os times, o cotejo mudou radicalmente de perfil e era clara a mudança de proposta da equipe brasileira. A Croácia tinha a bola, no entanto não levava perigo à meta do arqueiro Bento.

Ainda no primeiro tempo, pouco antes de o Brasil marcar e logo após duas boas jogadas que por pouco não resultaram em gol, surgiram alguns gritos por… "Neymar".

Algo quase inacreditável. Uma plateia claramente distante do que se passava em campo, incapaz de entender minimamente o jogo. Sorte da seleção brasileira que Ancelotti parece dar a mínima para esse pessoal.

O treinador mexeu radicalmente na equipe, tirou vários jogadores do banco de reservas e observou o comportamento de mais dos seus convocados. O placar parecia menos importante ali, pois os titulares já haviam mostrado conteúdo.

O Brasil foi bem, e melhor, enquanto mais "inteiro". Levou o gol de empate em erro da defesa ainda mais alterada e falha grave de Bento (o que o goleiro foi fazer ali?).

Mas ganhou um pênalti (inexistente) em Endrick e Igor Thiago recolocou a equipe em vantagem. O terceiro gol, de Gabriel Martinelli, foi assinalado no contra-ataque que o técnico esperava, puxado por Endrick. Boa vitória, 3 a 1.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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