Não é só a taxa de juros, presidente
Não é só a taxa de juros, presidente
O presidente Lula anda preocupado com o risco eleitoral do endividamento das famílias. Quer que o Banco Central reduza de forma mais intensa e rápida os juros.
Mas as altas taxas de juros são apenas parte do problema na política de estímulo da economia pelo crédito e que resultou no maior nível de comprometimento da renda das famílias da história.
Desde outubro, esse índice, medido pelo Banco Central, está na casa dos 29%. Isso significa que as famílias brasileiras direcionam em média 29% do seu rendimento para quitar dívidas — sendo que 10,38% vão para pagar juros e o restante, para abater o principal.
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Nos últimos anos, o governo promulgou a lei do superendividamento — mas o instrumento tem se mostrado pouco eficaz para proteger os mais vulneráveis. Além do valor mínimo existencial — de R$ 600 — ser considerado insuficiente, a regulamentação deixou de fora dívidas contraídas com crédito consignado — que comprometem a renda de aposentados e pensionistas.
O programa Desenrola de renegociação de dívidas praticamente enxugou gelo, com adesão maior nas classes mais altas.
E a lei do rotativo do cartão, de 2024, que limitou os juros da fatura em aberto a 100% no ano, e o prazo para se fiar no rotativo a 30 dias seguidos, teve efeito limitado. Os volumes do rotativo caíram 2,42% em 2024, mas subiram 34,96% no ano passado, segundo levantamento de Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, o FGVCemif.
No ano passado, enquanto........
