Março das mulheres, mas qual é o mês das nossas meninas?
Março das mulheres, mas qual é o mês das nossas meninas?
Em dez dias, depois dos parabéns acumulados pelo dia da mulher, ainda teremos a menina. As meninas, na verdade, porque haja plural para tantos estupros. Não há outra palavra. Segundo a lei brasileira que, naturalmente, vale pra ambos os sexos - não há relação consensual envolvendo menores de 14 anos. Não é abuso, não é namoro, não é romance: é estupro.
Dito isto, há algo que, muito provavelmente, seguira me incomodando no dia 8 de marco. O Brasil (ou, ao menos, o Brasil que mora nas redes sociais) se mobilizou contra o voto do magistrado Magid Láuar, que, acompanhado por outro juiz, havia relativizado o caso de pedofilia e soltado o criminoso - o que fez com que ele revisse sua posição. Que bom, você dirá. Vitoria da pressão popular.
Sera? A mim, tudo segue profundamente triste. A gente se revolta com alguns episódios específicos, e, pra continuar em frente, opta por acreditar em arcos rápidos, com começo, meio e fim. Acontece, que essa história trágica - e infelizmente comum - não se encerra com uma ou duas detenções. E nem com as revelações de supostos abusos cometidos por Magid.
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É claro que devemos punir criminosos, a começar por quem tem plena consciência dos crimes que comete, como juízes, desembargadores, médicos, jornalistas, empresários e falsos gurus. Mas me parece irresponsável destrincharmos essa notícia sem contextualizarmos fatores como desigualdade, miséria e abandono do Estado.
Deveríamos ser capazes de apontar o dedo para criminosos "importantes" com a mesma facilidade com que o fazemos em direção aqueles que não tem nenhum tipo de poder econômico ou de influência.
Se assim fosse, Epstein - amigo de príncipes, presidentes e artistas (e um dos maiores aliciadores de menores da atualidade) - não teria feito tantas vítimas. Assim como Joao de Deus, Roger Abdelmassih, e tantos outros abusadores de colarinho branco, que, certamente, já distribuíram flores - de preferência com plateia - em algum 8 de marco, já que este é o mês em que deveríamos ser mais visíveis.
E fevereiro? Será que podemos usá-lo como mês das meninas, dos meninos, da infância?
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