Empatia: quando Luana Piovani defende Virginia, mostra que somos humanas
Empatia: quando Luana Piovani defende Virginia, mostra que somos humanas
A imagem é de um homem de barba gritando xingamentos. Outro o abraça e exclama: foi ele quem puxou os xingamentos contra a Virginia. Comemoram. Ambos pulam com copos na mão e seguem xingando. Parecem estar se divertindo muito.
O comportamento masculino é curioso muitas vezes. Em outras, aterrorizante. Na alegria de uma goleada da Seleção Brasileira no estádio mais importante do país, os moços não louvam seus heróis no gramado. Não gritam nomes de ídolo. Eles escolhem xingar uma mulher que por acaso namorou um dos astros em campo. Que é a maior influenciadora do Brasil.
Virginia é controversa. As cenas de sua participação na CPI das Bets é lamentável. Diante da possibilidade de ter influenciado muitos brasileiros a ficarem ainda mais miseráveis, ela debochou e caprichou no auto marketing. Nunca se posicionou de maneira incisiva contra situações como violência contra a mulher e racismo, por exemplo. Nos meses em que viveu com Vini Jr., presenciou cenas violentas de discriminação racial e nem por isso colocou seus quase 60 milhões de seguidores para pensar a respeito de maneira incisiva. A impressão que se tem é que o que não dói nela não a afeta. E isso, sim, é questionável quando um absurdo como o racismo perdura.
José Roberto........
