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Bad Bunny, chapéu de palha e coco gelado: como é bom se sentir representado

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10.02.2026

Três cadeiras enfileiradas em uma festa de casamento e uma criança dormindo deitada de atravessado nelas, usando uma bola como travesseiro. Conhece a cena? Então passamos por manicures sorridentes entre esmaltes coloridos. Idosos jogando dominó em uma mesa de lata. Um homem que compra e vende prata. Em postes de eletricidade, se penduram trabalhadores uniformizados.

Tudo que Bad Bunny coloca em sua apresentação no intervalo no Super Bowl nos é familiar — seja no interior de uma cidade nordestina, no sul do país, ou no ABC paulista, onde eu nasci. Ou em Porto Rico, onde ele nasceu. As referências latinas nos conquistam de cara, porque são o que somos.

Bad Bunny não fala SuperBowl: ele diz Super Tazón. É como se nós, brasileiros, chamássemos a competição de Super Tigela, Tigelão ou Combucona. Vou adotar. "Inglês não é minha primeira língua", ele diz antes de completar que também não era a primeira língua de nenhum americano.

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