'O Convite': por que todo mundo está falando e gostando tanto desse filme?
'O Convite': por que todo mundo está falando e gostando tanto desse filme?
O pessoal nem se acertou ainda com a pipoca e a Coca-Cola gigante na cadeira do cinema. A tela está preta e nela se lê, em branco, a frase de Oscar Wilde "Devemos estar sempre apaixonados". O público segue atento e o novo letreiro surge: "Essa é a razão pela qual nunca devemos nos casar". Gargalhadas explodem na plateia. A receptividade ao que virá já se firmou e o filme ainda nem começou direito.
"O Convite" é dirigido por outra Wilde, a atriz e cineasta Olivia, cuja ascendência em nada se relaciona com o escritor supracitado. Ela resolveu, entretanto, trocar seu nome de batismo na juventude para homenageá-lo. O longa blockbuster é uma refilmagem de "Sentimental" (2021), comédia espanhola de Cesc Gay, inspirada em uma peça de teatro escrita por ele. O tema parece de fato altamente identificável. Já havia sido gravado na França ("Os vizinhos lá de cima", 2024), na Rússia ("Vizinhos indecentes", 2024) e na Coreia do Sul ("The people upstairs", 2025).
Parece que falar (e tentar rir) de casamentos falidos é um desejo universal. A versão americana de Olivia, com Seth Rogen, Penélope Cruz e Edward Norton no elenco, tem sido um sucesso. Poucas cadeiras ficam disponíveis no cinema e o espectador parece envolvido em comentários e risadas pelas quase duas horas de duração.
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