Usada como munição eleitoral, carne subiu 73% sob Bolsonaro e 18% sob Lula
Alta do preço da carne sob Bolsonaro foi quatro vezes a registrada sob Lula
O preço das carnes subiu 17,75% nos primeiros 44 meses do terceiro mandato de Lula, entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, segundo o IPCA, a inflação oficial do país, medida pelo IBGE. No mesmo intervalo do governo de Jair Bolsonaro, de janeiro de 2019 a agosto de 2022, a alta havia sido de 72,84%, cerca de quatro vezes maior.
A diferença também aparece quando as carnes são comparadas à inflação média de cada período. Sob Lula, elas praticamente acompanharam o índice geral, que subiu 17,90%. Sob Bolsonaro, aumentou quase três vezes mais que o IPCA do período, de 25,26%. O levantamento compara períodos de mesma duração: os primeiros 44 meses de cada governo, com base nas variações mensais divulgadas pelo IBGE.
A escolha do item "carnes" se deu porque o IBGE só incluiu o subitem "picanha" em janeiro de 2020, ou seja, um ano após o início do governo Bolsonaro, o que dificulta a comparação.
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