Trump pune o Brasil, que combate trabalho forçado melhor que os EUA
Trump pune o Brasil, que combate trabalho forçado melhor que os EUA
O governo Trump anunciou uma tarifa de 12,5% sobre produtos de dezenas de países (Brasil, China, Índia, mas também aliados fiéis como Argentina, Israel e Japão) sob o pretexto de que esses países seriam incapazes de barrar mercadorias feitas com trabalho forçado. Outros seis, como Canadá, México e União Europeia, levaram 10%. Isso vem depois do tarifaço de 25% contra o Brasil, motivado por outras razões (Pix, Big Techs, busca de privilégios a setores dos EUA, ajuda a eleger Flávio Bolsonaro). Mas neste segundo round, estamos apenas afogados no mesmo pântano protecionista que meio mundo.
A roupagem humanitária não resiste a cinco minutos de exame. Se a Casa Branca se importasse mesmo com a dignidade do trabalhador, começaria arrumando a própria casa. A Amazon, por exemplo, é campeã em espremer seus próprios funcionários por lá, mas pertence a um aliado do presidente. Trabalho forçado é só o verniz moral para reciclar o protecionismo depois que a Suprema Corte derrubou o tarifaço global de Trump.
A sobretaxa, amparada na Seção 301, não avalia o combate ao trabalho forçado, mas a capacidade de bloquear produtos. O mais doido é que nem os EUA são capazes de fazer isso decentemente. Apesar de terem instrumentos legais, eles possuem buracos enormes. Investigações mostram madeira, carne, peixe, eletrônicos e minerais entrando livremente com evidências de trabalho escravo. E........
