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Extrema direita mastigou o centrão e a direita no Senado

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05.10.2026

Extrema direita mastigou o centrão e a direita no Senado

O PL não apenas venceu a eleição para o Senado ontem, mas almoçou boa parte da direita que se vendia como centrista, moderada, educada e de bons modos à mesa. E ainda pediu sobremesa.

Com 19 senadores eleitos, o partido de Jair Bolsonaro salta de 15 para 28 cadeiras a partir de fevereiro de 2027. É a segunda maior bancada de um único partido na Casa desde a redemocratização. Somado ao Novo, que chega com três senadores, esse campo passa a controlar 31 das 81 cadeiras, mais de um terço do Senado.

Não houve um tsunami que varreu a esquerda do mapa. Houve algo mais curioso e, talvez, mais preocupante: a extrema direita cresceu devorando o centrão e a direita tradicional. O eleitor conservador trocou o produto genérico pelo original, aquele que vem com mais pimenta, mais ressentimento e menos pudor.

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