Extrema direita mastigou o centrão e a direita no Senado
Extrema direita mastigou o centrão e a direita no Senado
O PL não apenas venceu a eleição para o Senado ontem, mas almoçou boa parte da direita que se vendia como centrista, moderada, educada e de bons modos à mesa. E ainda pediu sobremesa.
Com 19 senadores eleitos, o partido de Jair Bolsonaro salta de 15 para 28 cadeiras a partir de fevereiro de 2027. É a segunda maior bancada de um único partido na Casa desde a redemocratização. Somado ao Novo, que chega com três senadores, esse campo passa a controlar 31 das 81 cadeiras, mais de um terço do Senado.
Não houve um tsunami que varreu a esquerda do mapa. Houve algo mais curioso e, talvez, mais preocupante: a extrema direita cresceu devorando o centrão e a direita tradicional. O eleitor conservador trocou o produto genérico pelo original, aquele que vem com mais pimenta, mais ressentimento e menos pudor.
Josias de SouzaLula chega atrás de quem achava ser rival dos sonhos
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SakamotoExtrema direita mastiga a direita dita moderada
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Em quatro anos, o campo de PL e Novo dobrou de tamanho no Senado. Quase tudo o que ganhou saiu do prato do centro e da direita tradicional. A esquerda praticamente não se mexeu. Na........
