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Do BFF de Flávio ao Anão do Orçamento, a sorte continua lavando mais branco

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20.10.2026

Do BFF de Flávio ao Anão do Orçamento, a sorte continua lavando mais branco

Em outubro de 1993, o então deputado federal João Alves afirmou à CPI dos Anões do Orçamento (assim batizada porque envolvia parlamentares pouco relevantes) que seu patrimônio havia sido obtido graças ao sobrenatural e à sorte. Dizia que havia conseguido ganhar 200 vezes em loterias. "Deus me ajudou e eu ganhei muito dinheiro", em frase que se tornou icônica devido à quantidade de óleo de peroba.

A comissão investigou 37 parlamentares por conta de um esquema multimilionário de aprovação de emendas para favorecer empreiteiras e desviar recursos para entidades fantasmas. Alves renunciou ao mandato em março e 1994 antes que a Câmara dos Deputados votasse a sua cassação.

Exatos 33 anos depois, vemos o advogado Willer Tomaz, Best Friend Forever de Flávio Bolsonaro, como a pessoa física que mais botou dinheiro em empresas de apostas no ano passado. Foram R$ 258 milhões depoistados, tendo apostado cerca de R$ 5 bilhões (em um longo ciclo de ganha e perde). A Polícia Federal, segundo reportagem de Natalia Portinari e Fábio Serapião, no UOL, suspeita que não se tratava de apostas reais, mas de um esquema para lavar dinheiro........

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