Sono picotado: ele pode ser a causa de várias encrencas ligadas à menopausa
Sono picotado: ele pode ser a causa de várias encrencas ligadas à menopausa
Em uma passada de olhos na programação do 20º Congresso Mundial de Menopausa, que aconteceu na semana passada no Rio de Janeiro, você já perceberia: a palavra "sono" se repetia várias vezes. Eu tive a pachorra de contar: foram 36 palestras sobre sono em quatro dias de evento.
A justificativa que logo vem à cabeça é simples: cinco ou seis em cada dez mulheres na perimenopausa e na menopausa dormem mal, noite após noite. Mas a verdadeira intenção da presença constante desse tema é bem mais instigante que essa prevalência. Tem a ver com o papel do sono em muitas das queixas que as mulheres apresentam nessa fase.
Antes, preciso dizer: não é de insônia que estamos falando. A mulher na menopausa não tem dificuldade para pegar no sono. Ou, se tem, não deveria culpar a derrocada de seus hormônios. A briga com o travesseiro teria outra causa qualquer. E atenção: geralmente, quando essa mulher usa remédios para adormecer depressa ao se deitar, a situação pode até piorar.
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"O que ela tem é um sono muito fragmentado. Dorme às dez da noite e abre os olhos quando dá uma da manhã, por exemplo, achando que já deve estar quase amanhecendo. Olha para o relógio, percebe o engano, vira de lado e volta a dormir. Aí, acorda novamente às três, depois às quatro e assim por diante", descreve o psiquiatra brasileiro Claudio Soares, radicado há 14 anos no Canadá, onde é professor na Queen's University, em Ontário. Ex-presidente da Menopause Society, ele pesquisa os efeitos do estrogênio nos transtornos de humor, como ansiedade e depressão, em mulheres de meia-idade. E, claro,........
