O exame de sangue que diz se você tem um câncer e onde ele está
O exame de sangue que diz se você tem um câncer e onde ele está
Pode não ter sido um momento assim tão "instagramável", daí que você acabou sem ver isso nas redes sociais. Mas acredite: nada agitou tanto o encontro anual da Asco (American Society of Clinical Oncology), no início deste mês em Chicago (EUA), do que a aguardada apresentação do estudo NHS-Galleri.
Galleri é o nome de um teste de rastreio multicâncer. Um exame de sangue aparentemente simples, mas que pode avisar se você, mesmo se sentindo a pessoa mais saudável do planeta, está com alguma doença maligna e, mais do que isso, apontar onde ela está. Tem capacidade de detectar mais de 50 dos cerca de 100 cânceres conhecidos.
"Não estamos falando de um teste e, sim, de uma mudança profunda de paradigma, dessas que durante muito tempo pareceu algo de ficção científica", disse, de cara, o oncologista Mark Robson, do Memorial Sloan-Ketteting Cancer Center, ao pegar o microfone para comentar os resultados que seu colega britânico Charles Swanton, um dos mais proeminentes pesquisadores da University College London, na Inglaterra, tinha acabado de exibir para a plateia lotada. Swanton foi um dos líderes da pesquisa.
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É bem verdade que, ao sucedê-lo no palco, o professor Robson fez considerações pontiagudas, que alfinetaram a ideia de usar o teste para rastrear toda a população e descobrir quem tem câncer no meio dela. Mas usou corretamente o verbo no passado: um exame assim era coisa de ficção científica. Não é mais.
O Galleri está disponível nos Estados Unidos para quem chega no laboratório com o pedido do médico. E digo mais: será encontrado no Brasil no segundo semestre. Aliás, há quem diga que já está afivelando o cinto para uma aterrisagem em agosto ou, mais tardar, setembro.
De cinco cânceres para mais de cinquenta
Rastrear um câncer é bem diferente de preveni-lo. É pegar a doença que já existe no flagra, de preferência bem cedo, quando o tratamento ainda tem excelentes chances de levar à cura.
Mas sabe algo que nunca tinha reparado e que o oncologista Fernando Moura, do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, me fez ver? "No mundo inteiro, só existe........
