Ferrari liderou e inovou nos testes, mas não é favorita. Como explicar?
Ferrari liderou e inovou nos testes, mas não é favorita. Como explicar?
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A exemplo do que já tinha acontecido no teste de Barcelona, a Ferrari terminou os seis dias de atividades no Bahrein como o carro mais rápido. Mas eles mesmos apontam a Mercedes como a favorita na temporada que começa com o GP da Austrália dia 8 de março.
O time de Brackley fez um programa diferente, concentrando suas simulações de corrida na segunda semana de testes, quando a pista do Bahrein estava menos emborrachada e mais lenta, e fazendo simulações de classificação, na avaliação dos ferraristas, com mais combustível do que eles. E seria apenas por isso que eles não foram absolutos na tabela de tempos.
E houve sinais significativos, como a velocidade com que os pilotos da Mercedes, quando forçavam mais o ritmo, conseguiam fazer a curva 12 por exemplo no circuito do Bahrein. Os rivais sabem qual é o limite de seu carro em cada trecho da pista, e sabem que não poderiam atingir as velocidades que George Russell e Kimi Antonelli estavam atingindo.
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Por outro lado, Red Bull e McLaren colocam a Ferrari acima deles, e como a rival mais próxima da Mercedes. Foi uma pré-temporada muito melhor do que a do ano passado, quando a Scuderia descobriu logo cedo que uma mudança na suspensão tinha trazido grandes problemas para o carro, que acabaram não sendo resolvidos ao longo do ano.
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O carro deste ano nasceu escorregando bastante de traseira, mas as atualizações que chegaram no segundo teste já corrigiram isso, e o trabalho de compressão dos melhores acertos nos dias seguintes só melhorou o comportamento do carro. Especialmente no comportamento com os pneus, algo fundamental para faze boas simulações de corrida na abrasiva pista do Bahrein.
Chamou a atenção também o quão confiável é o carro e o motor - que rodou também com pouquíssimos problemas nas clientes Haas e até mesmo na Cadillac, uma equipe totalmente nova. Até mesmo a Mercedes teve muito mais problemas do que eles nesse sentido.
Há uma confiança entre os pilotos também. Charles Leclerc tinha dificuldades de controlar o sorriso quando falava do carro. Lewis Hamilton teve um momento de "não acredito que vai começar tudo de novo" quando pegou o carro pela primeira vez no Bahrein, sem as atualizações e com muito vento, e teve dificuldades. Mas o carro logo voltou aos trilhos e o heptacampeão respirou aliviado.
A pré-temporada ferrarista teve ainda um elemento que foi raridade nos últimos anos: a equipe italiana, no primeiro carro assinado sob supervisão do ex-Mercedes Loic Serra, inovou. Com um flap que ajuda a jogar os gases do escapamento para a asa traseira e com uma asa que, quando abre no modo reta, gira, diminuindo ainda mais o arrasto.
Toda solução aerodinâmica tem seu lado bom e seu lado ruim, e muitas vezes não há o certo e errado, mas sim o que funciona melhor para as características de seu carro. Mas são soluções que fizeram os engenheiros das outras equipes pararem o que estavam fazendo para entender por que os italianos seguiram tais caminhos, e isso não foi comum na Ferrari nos últimos anos.
Outro ponto que chamou a atenção foi o sistema de arrefecimento do carro, que deu sinais de ser mais eficiente do que de outros carros: quando a temperatura subiu no Bahrein, eles mantiveram a aerodinâmica bem fechada e não tiveram problemas.
Isso sem falar nos ensaios de largada. A Ferrari optou por um turbo menor, que gira mais rápido e que, com isso, também demora menos para ser preparado para a largada. E por isso a Scuderia tenta nos bastidores evitar mudanças no procedimento, que pode ser alterado por questões de segurança mesmo sem votação.
Todos eles são bons sinais, ainda mais importantes do que os tempos que Leclerc conseguiu fazer. Agora é determinar na Austrália o quão atrás da Mercedes eles realmente estão, lembrando que o turbo menor teoricamente é uma desvantagem em pistas com longos trechos de aceleração plena, como é o caso de Albert Park.
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