Vigilância, traição, separação: o que Gisele disse a amigas sobre casamento
Vigilância, traição, separação: o que Gisele disse a amigas sobre casamento
Em depoimento à polícia, colegas de Gisele Alves Santana, 32, contaram o que a soldado, morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, relatava brigas e vigilância constante durante seu casamento com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53. Ele foi preso nesta semana por suspeita de feminicídio, mas nega ter praticado o crime.
A coluna teve acesso ao inquérito policial do caso com o depoimento de seis policiais militares — cinco mulheres e um homem — que trabalhavam desde 2022 com Gisele no DSA/CG (Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral) da PM paulista. A maioria das agentes que depuseram afirmou que tinha relação próxima com a vítima e algumas trabalham há mais de 25 anos na corporação.
Nos depoimentos analisados, os colegas descrevem Gisele como uma profissional "exemplar", "muito gentil" e "humilde". Uma das PMs contou que a soldado, quando começou a trabalhar no departamento, em 2022, "cativou a todos e encaixou-se muito bem ao grupo", (...) pois era muito fofa, alegre e espontânea".]
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Neto e Gisele se conheceram em 2021 por uma amiga em comum do casal, oficializaram o relacionamento em 2023 e se casaram em 2024, segundo informado pelo tenente-coronel à polícia no início do mês.
Visitas surpresas e perfume dele na farda
Os depoimentos apresentam pontos em comum. Entre eles, que Gisele convivia com episódios de vigilância, possessividade e ciúmes "excessivos" por parte do marido tenente-coronel. Ele, que trabalhava no 49ºBPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitano), fazia visitas frequentes e "de surpresa" ao local de trabalho da esposa, conforme os relatos.
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