Assume TSE toga que Bolsonaro via como espécie de gorjeta: 10%
Assume TSE toga que Bolsonaro via como espécie de gorjeta: 10%
Nesta quinta-feira, Cármen Lúcia decidiu apressar sua saída da presidência do TSE, que estava prevista para 3 de junho. Com isso, ela antecipou para a próxima terça-feira a ascensão de Nunes Marques ao comando da Justiça Eleitoral. O movimento tem grande simbolismo político. Escolhido por Bolsonaro como uma espécie de magistrado-gorjeta —"É 10% de mim dentro do Supremo"— Nunes Marques presidirá o processo eleitoral de 2026.
O vice-presidente do TSE será André Mendonça, outra toga indicada por Bolsonaro para o Supremo por razões extravagantes. Substituiu a exigência constitucional do "notório saber jurídico" por uma virtude celestial: "Ele é terrivelmente evangélico".
"Agora são dois ministros que representam 20% daquilo que gostaríamos que fosse decidido" no Supremo, disse Bolsonaro na ocasião, atualizando seus cálculos. Errou na conta. Juntos, Nunes e Mendonça somaram 18% do plenário do Supremo. No TSE, com apenas sete membros, os dois representarão 28,5% do colegiado ao longo de uma campanha eleitoral em que Bolsonaro é representado pelo primogênito Flávio.
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No processo em que o TSE condenou Bolsonaro à inelegibilidade, sob a presidência de Alexandre de Moraes, Nunes Marques votou pela absolvição. Tentou sem sucesso restituir no Supremo o mandato do deputado estadual Fernando Francischini, cassado pelo TSE por disseminar desinformação eleitoral. Foi o único a votar pela absolvição do ex-deputado Daniel Silveira no julgamento sobre ataques à democracia.
Quer dizer: Tomado por suas posições, Nunes Marques chefiará o TSE em 2026 como uma versão de Moraes, xerife das eleições de 2022, virada do avesso.
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