Apequenamento faz de Tarcísio um personagem típico da ficção
Acontece com Tarcísio de Freitas um fenômeno inusitado: o sujeito acha que é uma coisa. Mas a sua reputação indica que ele já virou outra coisa. A submissão a Bolsonaro, um líder preso, submete Tarcísio a uma realidade muito parecida com a de uma mulher da ficção. Foi criada por um escritor chamado Josué Guimarães.
Essa mulher da literatura sofria de uma doença que a fazia diminuir diariamente de tamanho. Seus parentes serravam os pés das mesas e das cadeiras, rebaixando os móveis para que ela não percebesse o que lhe acontecia. No caso de Tarcísio, o criador tenta disfarçar o encolhimento da criatura, reduzindo a rendição ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro a um gesto de gratidão.
Nesta quinta-feira, Bolsonaro serrou, por assim dizer, os pés da cadeira de Tarcísio. Em visita à Papudinha, o governador assumiu formalmente com o preso o compromisso de restringir sua ambição política em 2026 à disputa pela reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
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