'Sem aval do Parlamento europeu, acordo com Mercosul acaba', diz embaixador
'Sem aval do Parlamento europeu, acordo com Mercosul acaba', diz embaixador
Na última sexta-feira, entrou em vigência o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE (União Europeia). Após mais de 25 anos de negociações, o entendimento começou a valer para os países do bloco porque seus parlamentos deram sinal verde ao texto selado com os europeus.
Embora existam motivos para comemorar, também há enormes desafios pela frente, admitiu à coluna o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, que comanda a missão do Brasil junto à UE.
Se o acordo, atualmente em fase de revisão legal no tribunal da UE a pedido de vários países do bloco, não passar no Parlamento europeu tudo irá por água abaixo.
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"O grande desafio é fazer com que os nossos parceiros europeus vejam os fatos e não se pautem pelo discurso fantasioso que os opositores ao acordo criaram", disse o embaixador, referindo-se especialmente ao lobby dos produtores rurais europeus.
O que havia para negociar foi negociado. A UE terá que arcar com o custo dessa decisão [caso o texto não passe no Parlamento europeu]. O ônus será 100% europeu.Pedro Miguel da Costa e Silva, embaixador
UOL - O que ganham os países do Mercosul com a entrada em vigência do acordo de livre comércio com a UE?
Pedro Miguel da Costa e Silva - No dia 1º de maio entrou em vigência uma redução de tarifas de importação para um universo muito significativo de produtos do Brasil [e dos demais países do Mercosul]. Essa redução é maior no caso de produtos manufaturados.
Para produtos agrícolas, a redução é menor, por causa das sensibilidades do setor na Europa, mas o importante é que nos dá a chance de diversificar nossa pauta exportadora para a UE, até agora muito concentrada em commodities como petróleo, soja, café, suco de laranja, papel e celulose, entre outros.
No caso desses produtos, já somos os principais fornecedores do mercado europeu. O importante, agora, será ampliar a pauta de produtos que vendemos para o mercado europeu, por exemplo, ampliando a exportação de produtos industriais e, em geral, de produtos de maior valor agregado. Expandir a participação no comércio para as pequenas e médias empresas brasileiras.
O comércio entre os dois blocos ficará mais simples?
Sim, um segundo benefício é que o acordo tem como objetivo diminuir a burocracia,........
