Huawei desafia big techs com estrelas chinesas da IA e preço baixo
Huawei desafia big techs com estrelas chinesas da IA e preço baixo
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A gigante chinesa Huawei desembarca no Brasil uma nova estratégia para rivalizar com as big techs norte-americanas, líderes em computação em nuvem por aqui. país: Google Cloud, Microsoft Azure e AWS.
A grande aposta para desbancar Google Cloud, Microsoft Azure e AWS é o Modelo de IA como Serviço, um formato que simplifica o acesso à inteligência artificial ao disponibilizar grandes modelos de código aberto prontos para uso. Para liderar essa expansão, Mark Chen, presidente da Huawei Cloud para América Latina, está de mudança para São Paulo e, em conversa com Radar Big Tech, diz já ter até tirado seu CPF e estar habituado às facilidades do Pix.
Nesta entrevista exclusiva, Mark detalha como a Huawei pretende seduzir as empresas brasileiras oferecendo estrelas do ecossistema de IA da China, como DeepSeek e Qwen. O executivo afirma ainda que clientes das big techs americanas já migram para a nuvem chinesa, impulsionados por uma matemática implacável: reduções de custos que variam de 50% a 70% por volume de processamento.
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Radar Big Tech - O mercado brasileiro de nuvem é amplamente dominado por big techs americanas. Como a Huawei pretende convencer as empresas locais a adotarem sua estrutura de IA?Mark Chen - O que estamos diagnosticando no mercado, especialmente no início deste ano, é um verdadeiro boom na adoção de inteligência artificial.
As empresas estão migrando da fase de projetos-piloto para a implementação em escala massiva. O grande desafio dessa transição é econômico: o custo para manter a IA cresce de forma gigantesca. Diante disso, a maioria dos clientes busca uma estratégia multicloud, combinando performance de qualidade e eficiência financeira. É aí que reside a nossa oportunidade.
Radar Big Tech - A grande novidade da Huawei para a região é o Modelo de IA como Serviço. Na prática, o que é esse conceito e como ele se diferencia do que o mercado oferece hoje?Mark Chen - No estágio inicial da IA, as empresas compravam hardware próprio -- duas ou quatro placas de processamento -- e tentavam configurar os modelos de código aberto por conta própria para fazer inferências. É um processo complexo que exige pessoal qualificado para lidar com a infraestrutura e gera alto custo operacional. O Modelo de IA como Serviço muda essa lógica. Agora, as desenvolvedoras configuram essa infraestrutura e entregam a funcionalidade pronta para o usuário final por meio de APIs simples.
É uma estratégia global, já oferecida na região da Ásia-Pacífico, no Oriente Médio e nas Américas. Na China, a adoção já atingiu o patamar de consumo de massa, ao ponto de estarmos operando no limite da capacidade para acompanhar a demanda de mercado.
O ritmo está acelerado na Ásia-Pacífico, e a América Latina se posiciona como pioneira na adoção de IA. Empresas do Brasil, México, Colômbia, Chile e Peru já usam modelos comerciais bem conhecidos, como OpenAI e Gemini, mas também estão altamente familiarizadas com os modelos de código aberto chineses. Por isso, a aceitação tem sido........
